terça-feira, 25 de setembro de 2012

Você sabia que se processar o seu ex-patrão pode ter dificultar para se recolocar no mercado


Possuir processos trabalhistas contra ex-empregadores pode dificultar recolocação no mercado de trabalho. O alerta é de advogados que têm sido procurados por trabalhadores que se julgam prejudicados em processos de seleção por já terem entrado na Justiça contra ex-patrões.
Um destes trabalhadores, Paulo Roberto Salvador, chegou a recorrer à Justiça na tentativa de obrigar um site de buscas a não exibir como resultado à pesquisas por seu nome, sites que fazem referência a três processos trabalhistas que ele move contra ex-empregadores.
Entretanto, o pedido foi negado. No último dia 12, o Tribunal de Justiça de São Paulo analisou o caso e entendeu que não poderia impor ao site de buscas a omissão dos resultados porque, entre outros motivos, as informações sobre os processos eram verídicas e não estavam em segredo de Justiça.
Os advogados alertam que o fato da internet possibilitar às empresas pesquisar os processos trabalhistas em nome de um cidadão não deve fazer com que este evite de procurar a Justiça quando se sentir prejudicado por um patrão, mas deve tomar cuidado para não ajuizar uma ação desnecessária.
“Durante muito tempo partia-se do princípio de que o trabalhador sempre tinha razão. Sabendo disso, advogados até orientavam empresas a ceder ao pedido do funcionário ou ex-funcionário mesmo que este estivesse errado. Mas a Justiça tem mudado e coibido esses abusos. É nestes casos que as empresas estão de olho”, esclarece Alberto Rocha Silveira, especialista em Direito do Trabalho, que já recebeu pelo menos uma dezena de trabalhadores que se dizem prejudicados por terem movido processos contra empresas.
Paulo Sanches, advogado trabalhista, conta que este ano conseguiu a absolvição de uma empresa processada por um candidato que pedia indenização por danos morais, após ter sido reprovado em uma seleção. “O candidato havia movido um processo contra dois ex-empregadores e em ambos havia sido condenado por litigância de má-fé. A empresa simplesmente avaliou se esta conduta condizia ou não com o que ela espera de um funcionário. Esta discricionariedade é um direito dela”, ressalta o advogado.
Paulo Sanches, que atua do lado das empresas, ressalta que o mero fato de ter um processo contra um ex-patrão não desabona um candidato. “Para a empresa, um processo trabalhista, que pode ser visualizado no site de um tribunal, pela internet, tem o mesmo peso de uma rede social, como o Facebook. São as informações nele contidas que podem contar contra ou a favor do candidato, até porque se não for assim, a empresa realmente pode ter complicações na Justiça”.

Desafio é provar

 “Para os candidatos que realmente se sentem prejudicados pelo mero fato de ter processado um empregador, o maior desafio é provar que os processos foram o motivo da não aprovação”, afirma Marcelo Parente, também advogado trabalhista. Ele aponta que na maioria das vezes as empresas não informam ao candidato o porquê de sua reprovação.
“Por incrível que pareça ninguém está preparado para o desemprego. Pesquisas apontam que o tempo médio para uma pessoa se recolocar no mercado é de doze meses. Mas a maioria dos trabalhadores que já moveram uma ação trabalhista contra um patrão, após o segundo mês sem trabalho já começa a achar que é por causa disso que não consegue uma nova oportunidade. É preciso evitar a ‘sindrome do processo contra o ex-patrão”, afirma Paulo Sanches.
Fonte: MSN

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O Impacto do 4G no varejo


É importante analisar sobre o que esperar da tecnologia 4G no curto, médio e longo prazo, e como o varejo deve se preparar para isso.
 
Muito se tem falado sobre como a tecnologia de transmissão de dados 4G irá beneficiar o mundo dos negócios, incluindo o varejo. Temos visto muitos artigos publicados sobre lojas futuristas com super-consumidores super-conectados, mencionando o quê seria possível fazer em termos de interação e experiência com as marcas e pontos de venda, em função de uma tecnologia como a 4G.
 
Muitas das projeções futuristas levam em conta a experiência de países que já utilizam a tecnologia 4G, principalmente a Suécia e Noruega, onde a 4G está disponível desde 2009. E estes países têm sido utilizados como benchmarking.

Porém, é importante analisarmos alguns números para termos uma melhor compreensão do que esperar da 4G no curto, médio e longo prazo, e como o varejo deve se preparar para isso.

Se você colocar um roteador wi-fi em sua casa para compartilhar o acesso à internet com toda a sua família, de até 5 membros, você praticamente não vai perceber diferença na velocidade de acesso individual. Porém, se você convidar seus vizinhos e parentes para acessar sua internet por meio do seu roteador, o acesso individual vai piorando à medida que mais e mais pessoas se conectam. E piorando ainda mais, se cada um resolver assistir vídeo on-line ou iniciar download de arquivos grandes demais.

Agora vamos fazer uma analogia: A área geográfica da Suécia, ou Noruega, seria o seu apartamento. A infraestrutura 4G deles equivale ao seu roteador wi-fi e a população desses países equivale à sua família. Com este cenário, a qualidade do serviço é simplesmente fantástica. Agora vamos extrapolar e convidar vizinhos e parentes.

De início, basta dizer que o Brasil é 18,92 vezes maior do que a Suécia e 22,11 vezes maior que a Noruega, mas que, apesar de maior, consta na posição 81 dos países com população abaixo do nível da pobreza, enquanto esses dois países nem aparecem na lista, a qual possui 153 países (Fonte: CIA World Factbook 2011).

A Suécia possui uma densidade populacional de 20 habitantes por Km2. Em São Paulo temos 166,2 hab./km2. Ou seja, muitos vizinhos e parentes compartilhando as mesmas conexões, o que, fisicamente pode ser traduzido em: Sem investimento em infra-estrutura o 4G terá velocidade de 3G, assim como a 3G de hoje equivale a 2G do passado.

Vale lembrar que a infraestrutura atual 3G é deficitária, não atendendo a demanda, com nível de serviço muito ruim. Lembrando que área de cobertura de sinal não quer dizer qualidade de sinal.

Portanto, até a tecnologia 4G ganhar escala de consumo igual à 3G vai demorar bastante. Logo, no curto a médio prazo, o varejo para se beneficiar desta tecnologia deverá mirar no público classe A para A+++. No longo prazo será outra história, mas somente para aqueles que se prepararem para isso.

Hoje já existem tecnologias mais baratas e em uso por boa parte dos consumidores: Bluetooth, RFID, NFC, TV Digital com Interatividade, mobilidade, entre outras. São tecnologias que já atingiram uma escala de consumo que permitiu seu fácil acesso. Apesar disso, o varejo não assimilou a cultura de utilização destas tecnologias, como novos canais de venda e relacionamento.

O conceito Omni-Channel ainda não existe por aqui...não na escala compatível com o porte do país e volume de consumidores ativos e compulsivos.

Por isso a pergunta: Se o varejo até agora não reviu seus conceitos e estratégias para se beneficiar da tecnologia existente, a qual não somente é madura e mais barata que a 4G, mas principalmente que conta com a alta adesão do consumidor, por que se preocupar com o 4G? Ou será que a disruptura do modelo de canais de vendas não orientado ao omni-channel só poderá ser viabilizado com a 4G?
 
Fonte: Empreendedor

Fotos do possível iPad mini surgem em site francês


Um dia antes do lançamento do aguardado iPhone 5, site NowhereElse publica imagens do suposto iPad mini.


Amanhã é o dia em que o público irá, finalmente, conhecer o aguardado iPhone 5. Contudo, não há ainda qualquer pista acerca do possível lançamento de uma versão menor do iPad, chamada por muitos de iPad mini. Um site francês chamado NowhereElse, porém, publicou hoje imagens que supostamente mostram o novo tablet da Apple.

 Apesar da falta de qualidade das fotos, é possível ter ideia de como pode ser o iPad mini. Segundo especulações que têm rondado o produto, que a Apple ainda não confirmou existir, o tablet terá 7 polegadas de tamanho e seria a aposta da empresa para competir na categoria de aparelhos menores. A ideia da empresa, em teoria, é a de abocanhar a liderança, competindo diretamente com o Nexus 7, do Google, e o recém-lançado Kindle Fire HD, da Amazon.

Para conseguir atingir essa meta, a empresa terá que manter o tablet avançado, porém sem incluir especificações muito requintadas, como a tela Retina que equipa o iPad 3 e que teria impacto direto no preço do aparelho. A estratégia seria então incorporar configurações similares ao iPad 2. Assim, estima-se que a empresa poderá conseguir vender o iPad mini por 299 dólares.


Fonte: EXAME.com

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Museu Peter Lund é inaugurado em Lagoa Santa para retratar nossa pré-história


Fósseis de 11 mil anos encontrados por paleontólogo dinamarquês na região de Lagoa Santa voltam a Minas para exposição em museu que será inaugurado sexta no Parque do Sumidouro

Publicação: 18/09/2012 06:00 Atualização: 18/09/2012 06:38
A zeladora Andréa faz os últimos retoques para inauguração do museu que homenageia o dinamarquês Peter Lund (detalhe) (Beto Novaes/EM/D.A Press)
A zeladora Andréa faz os últimos retoques para inauguração do museu que homenageia o dinamarquês Peter Lund (detalhe)

Minas abre as portas da sua pré-história, convida o mundo para visitá-la e, nessa viagem pelo tempo, cria equipamentos culturais que valorizam um passado de mais de 11 mil anos. Será inaugurado sexta-feira, às 15h, em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Museu Peter Lund, atrativo científico e turístico que funcionará dentro do conceito de “museu de território”, inspirado na trajetória do paleontólogo dinamarquês Peter Wilhelm Lund (1801–1880), que viveu nessa região mineira por mais de quatro décadas. O prédio localizado perto da Gruta da Lapinha abrigará uma exposição de 80 fósseis cedidos em regime de comodato por três anos ao governo de Minas pelo Museu de História Natural da Dinamarca, país onde nasceu Dr. Lund, conhecido como “pai da paleontologia brasileira” . A abertura do museu contará com a presença do príncipe herdeiro da Dinamarca, Frederik André Henrik Christian, e da mulher dele, a princesa Mary Elizabeth.

Na tarde de ontem, era intensa a movimentação das equipes trabalhando em vários setores do museu. Na parte externa, operários concluíam o projeto paisagístico, enquanto, no interior, técnicos davam retoques nas salas de exposição e demais equipamentos que, já neste sábado, a partir das 9h, estarão disponíveis para visita. A empreitada do governo de Minas consumiu cerca de R$ 5,3 milhões e se integra à Rota Lund, que tem como objetivo promover o desenvolvimento regional por meio de um roteiro turístico. “A Rota Lund se soma à Estrada Real e aos Caminhos de Guimarães Rosa, em Cordisburgo”, diz o superintendente de Museus e Artes Visuais da Secretaria de Estado da Cultura, Leonardo Bahia, também autor do projeto museográfico do Peter Lund.

Bahia explica que o museu de território compreende todo o Parque do Sumidouro, administrado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), onde foi construída a sede de 1.850 metros quadrados. “Vai ficar muito bonito e temos certeza que virá muita gente conhecer”, afirmou a zeladora da unidade de conservação, Andréa Maria Rodrigues da Silva, carregando mudas de folhagens para embelezar a trilha. 

O acervo cedido pela Dinamarca é composto por fósseis encontrados por Lund durante suas pesquisas na região, cujas características geológicas favorecem o aparecimento de grutas e cavernas. Segundo Bahia, o novo museu dispõe de duas salas exclusivas para que o visitante tenha conhecimento dos planos de manejo do parque espeleológico; sala multiuso para projeção de filmes, palestras e oficinas; salas de exposição, uma delas destinada ao acervo do Museu de História Natural da Dinamarca; espaço para reserva técnica, conservação e restauro de obras; café e loja. 

PEÇAS “A Rota Lund foi idealizada pelo professor Castor Cartelli, da PUC Minas, e por Walter Neves, da Universidade de São Paulo (USP), que, há anos, faz escavações na região de Lagoa Santa”, diz Bahia. Em maio de 2009, numa missão enviada pelo governo estadual à Dinamarca, Cartelli, acompanhado da ex-assessora do então vice-governador Antonio Anastasia, Natasha Nunes, selou o acordo inicial com as autoridades em Copenhague para trazer os fósseis para Minas. No tempo em que viveu na região de Lagoa Santa, Lund enviou ao seu país uma coleção de 12.622 peças, a maioria encontrada na Gruta Lapa Vermelha, em Lagoa Santa, destruída por uma empresa na década de 1970, para fazer o tesouro natural virar sacos de cimento. No acervo que virá para Minas estão ossos humanos, de animais pré-históricos, como a preguiça gigante, tigre-dente-de-sabre, lhama, tatu gigante, gliptodonte e mastodonte e de animais ainda existentes na atualidade, como capivara, tatu, lontra e outros. 

“Na época, Lund achava que as pessoas não entendiam o porquê de ele fazer as escavações em busca dos ossos. Agora, vemos que houve uma evolução cultural e esse acervo serve para valorizar a história de Minas, onde foi achado o fóssil de Luzia, a primeira mulher das Américas”, diz Leonardo Bahia. O trabalho realizado por Peter Lund contribuiu para que a região cárstica de Minas, que compreende a região de Lagoa Santa, ficasse mundialmente conhecida como importante campo de estudos para a paleontologia, arqueologia e espeleologia, em função do grande número de grutas e fósseis. Se destaca o sítio arqueológico da Lapa Vermelha 4, em Pedro Leopoldo, onde em 1975, uma missão franco-brasileira, chefiada pela arqueóloga e professora francesa Annete Laming Emperaire, encontrou o crânio humano com idade aproximada de 11.500 anos. Estudado, entre outros pesquisadores, pelo professor, biólogo, arqueólogo e antropólogo, o mineiro Walter Neves, batizou o crânio de “Luzia” sendo este, o fóssil humano mais antigo das Américas.

No museu, constituído por um roteiro de paisagens naturais, instituições culturais e marcos históricos de Belo Horizonte, Lagoa Santa, Pedro Leopoldo, Sete Lagoas e Cordisburgo estão, além do museu e da Lapinha, que recebe anualmente mais de 20 mil visitantes, o Museu de Ciências Naturais da PUC Minas (Marco Zero), no Bairro Coração Eucarístico, Região Noroeste de BH; o túmulo de Lund, o Centro de Arqueologia Annette Laming Emperaire, o Parque Estadual do Sumidouro (com suas grutas, lapas, lagoas e monumentos históricos), em Lagoa Santa; e as gruta Rei do Mato, em Sete Lagoas e Maquiné, em Cordisburgo. O passeio terminará no Museu Casa Guimarães Rosa, em Cordisburgo. 

LINHA DO TEMPO

1801 – Nasce na Dinamarca Peter W. Lund, que viveu 46 anos na região de Lagoa Santa e é considerado o pai da paleontologia, arqueologia e espeleologia brasileiras

1832 –Lund (1801-1880) faz as primeiras descobertas de fósseis em cavernas e abrigos de Lagoa Santa

1845 – Ele envia ao rei da Dinamarca a coleção de fósseis encontrados na região de Lagoa Santa

Década de 1950 – Pesquisadores da Academia Mineira de Ciências e do Museu Nacional do Rio de Janeiro retomam as escavações na região 

1974 –Missão franco-brasileira, chefiada por Annette Laming Emperaire (1917-1977), faz escavações, até 1976, em Lagoa Santa

1975 – Annette Laming encontra na Lapa Vermelha IV o crânio de Luzia, o fóssil humano mais antigo com datação do Brasil

1998 – Antropólogo Walter Neves, da Universidade de São Paulo, estuda e data (11,4 mil anos) o crânio de Luzia
 
2010 – Em maio, governos de Minas e da Dinamarca fecham acordo para cessão, em comodato, de fósseis para exposição em Lagoa Santa 

2012 – Na próxima sexta-feira, será inaugurado o Museu Peter Lund, museu de território inspirado na trajetória do naturalista dinamarquês pela região de Lagoa Santa

Fonte: em.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Galaxy SIII registra 20 milhões de vendas


A empresa japonesa Samsung anuncia que o smartphone Galaxy SIII vendeu 20 milhões de unidades em apenas 100 dias após o lançamento, em maio de 2012. Com isso, o aparelho é o mais bem-sucedido da história da companhia, superando seus antecessores.

"Projetado para humanos e inspirado pela natureza", a empresa considera o smartphone Galaxy SIII "revolucionário" em sua proposta de oferecer uma experiência de usuário, "única e personalizada". A tela do Galaxy SIII mede 4,8 polegadas HD Super AMOLED.

O smartphone traz também softwares que respondem interativamente às ações e gestos do usuário, além de recursos de hardware que melhoram o desempenho e funcionalidades de compartilhamento de informações.

"O sucesso do Galaxy SIII é motivo de enorme satisfação para a Samsung. O smartphone faz parte do nosso compromisso com o usuário de sempre fornecer as tecnologias mais avançadas, que oferecem melhoria de vida aos consumidores", afirma Michel Piestun, vice-presidente da área de Telecom da Samsung.

Presente no país desde 1986, a Samsung é uma das principais fabricantes de produtos eletroeletrônicos do mercado nacional. Mais de cinco mil colaboradores, divididos em dois complexos industriais, localizados em Manaus e Campinas, e três Centros de Pesquisa e Desenvolvimento (São Paulo, Campinas e Manaus). Atua nas áreas de telefonia celular, smartphones, tablets, áudio e vídeo, linha branca, monitores, computadores portáteis.

Fonte: Tribuna do Norte



Cibercriminosos brasileiros usam kit malicioso importado de R$5 mil


Pela primeira vez, cibercriminosos brasileiros começaram a adotar exploit kits em seus ataques no país. São pacotes de códigos prontos, negociados entre cibercriminosos para automatizar suas investidas. O escolhido é o BlackHole, que, segundo aKaspersky, é muito comum no leste europeu.

Uma cópia da última versão do BlackHole custa, em média, U$ 2.500,00, o equivalente a pouco mais de R$5 mil. Também é possível alugar o kit por US$50, ou R$100 por dia de uso. 
Kits como o BlackHole exploram falhas em softwares populares, como leitores de PDF, plugins de navegadores, e até mesmo brechas do Windows, o que potencializa o número de vítimas. E não para por aí: eles ainda fornecem estatísticas ao cibercriminoso, informando quantas pessoas acessaram as páginas infectadas, quantos foram atingidos e qual a falha que mais foi usada com sucesso. 
De acordo com a análise da Kaspersky Lab, o BlackHole agora está sendo usado em ataques no país para promover a instalação de trojans bancários e, dessa forma, roubar senhas e dados de usuários dos serviços de internet banking. “O uso de exploit kits em ataques nacionais significa na prática que os clientes de internet banking estarão expostos a mais riscos enquanto navegam, e poderão ser infectados mais facilmente, sem que ao menos percebam isso”, afirma Fábio Assolini, analista da Kaspersky no Brasil.  “Os ataques geralmente são bem elaborados, desenvolvidos de forma a terem uma baixa taxa de detecção e bloqueio pelas soluções de segurança mais usadas.”

Atiçando a curiosidade

O processo de infecção começa com um e-mail, que usa engenharia social para despertar a curiosidade do usuário. Como exemplo, a Kaspersky aponta um suposto vídeo censurado da “Juju Panicat” que circula na web e traz, na verdade, um link para o domínio co.cc, onde os códigos do BlackHole estão prontos para entrar em ação sem a intervenção do usuário.

Já sabe né? NÃO CLIQUE. / Imagem: Kaspersky

Logo após o clique, o exploit kit realiza vários testes para verificar quais softwares desatualizados estão instalados no computador. A partir dessa análise, o BlackHole dá o próximo passo para concluir a infecção, executando o código malicioso de acordo com o programa desatualizado encontrado. Como resultado, a vítima começará a ser redirecionada para sites falsos de bancos brasileiros.

Para se proteger, a Assolini alerta que é “extremamente importante manter todos os plugins atualizados: Flash Player, Java e leitor de arquivos PDF. Devido ao grande número de ataques envolvendo o Java, especialistas sugerem que os usuários removam o plugin ou desativem-no”. Outra medida recomendada é usar um navegador seguro, como o Google Chrome, que consegue bloquear alguns ataques.


Fonte: adrenaline

Identificados computadores que já vêm com vírus de fábrica


Vírus de nascença
Cerca de 20% dos computadores comprados em diferentes cidades chinesas estão infectados com programas maliciosos ainda na fábrica, segundo a Microsoft.
Na última quinta-feira, um tribunal da Virgínia, nos Estados Unidos, deu à empresa permissão para desativar uma rede de mais de 500 vírus que davam acesso aos computadores das vítimas.
A decisão foi tomada após um relatório da própria Microsoft, que dizia que cibercriminosos passaram a se infiltrar em cadeias de produção de computadores para colocar vírus nos computadores.
Vírus Nitol
Investigadores da Unidade de Crimes Digitais da companhia americana compraram 20 computadores em diversas lojas na China e descobriram que pelo menos quatro deles já estavam infectados com um vírus chamado "Nitol".
Este e outros programas maliciosos, chamados de malware, permitem realizar ataques a partir de computadores remotos, roubar senhas de banco e até ligar remotamente a webcam e o microfone da máquina.
Nos últimos anos, a Microsoft conseguiu permissões similares para combater vírus e redes que controlam programas maliciosos.
Neste caso, a empresa disse ao tribunal que a maioria dos servidores de internet usados para controlar os computadores estava na China, e alguns em estados norte-americanos como Califórnia, Nova Iorque e Pensilvânia.
Tolerância zero
A maior parte dos computadores infectados com vírus Nitol se conectavam a um centro de controle no domínio 3322.org, registrado em nome de uma empresa de tecnologia chinesa.
Segundo a Microsoft, o domínio chinês abriga, sozinho, 500 tipos de softwares maliciosos.
O domínio 3322.org também vem sendo associado a ataques e ações de espionagem vindos da China contra empresas americanas e europeias.
O proprietário da empresa registrada no endereço, Peng Yong, disse à agência de notícias Associated Press que não tinha conhecimento da decisão americana e que sua empresa tem uma política de "tolerância zero" para atividades ilegais no domínio.
No entanto, ele afirmou que "não pode negar o fato de que usuários podem estar usando seus domínios para propósitos escusos."


Fonte: IT