quarta-feira, 17 de abril de 2013

Remédio virtual para garantir a voz


Pesquisadores da UFRN criam software que avalia os sinais da voz do paciente e identifica prováveis patologias.

É preciso ficar atento ao som da voz. A rouquidão, por exemplo, quando persistente, sinaliza que algo não vai bem. O erro é buscar a assistência médica apenas quando o problema já está muito sério. Para facilitar o acesso da população ao diagnóstico precoce, uma equipe multidisciplinar da Universidade Federal do Rio Grande do Norte está trabalhando na criação de um software que avalia os sinais da voz do paciente e aponta para as prováveis patologias. A tecnologia deverá ser acoplada a tablets e smartphones.

A nova tecnologia possibilitará identificar desvios na voz que podem sinalizar para alguns distúrbios, que vão desde nódulos nas pregas vocais até câncer na laringe. E com a utilização deste equipamento no sistema básico, será possível identificar precocemente estes distúrbios. Atualmente, este diagnóstico é feito geralmente por fonoaudiólogos, que estão em maior quantidade apenas na saúde de média e alta complexidade.

O sistema está sendo desenvolvido com o aporte da UFRN, que financiou bolsas de pesquisa. Ele funcionará utilizando um banco de vozes de pessoas doentes e normais. A partir da similaridade com a voz gravada do paciente, o software identificará se há o indício de alguma patologia da voz e, num nível mais avançado, qual a patologia. O ideal, de acordo com o professor do Departamento de Engenharia da Computação, Luiz Felipe de Queiroz, é que o banco tenha, pelo menos, 500 vozes agregadas. Hoje, há pouco mais de 100. (Ao lado um figura em: Leandro Pernambuco, Heliana Bezerra Soares e Luiz Felipe de Queiroz, pesquisadores da UFRN).

A captação dos sinais de vozes está sendo feita a partir das consultas realizada na Clínica Escola de Fonoaudiologia da Universidade Federal e daqueles pacientes encaminhados pela Otorrinolaringologia da UFRN. Com os registros que já tem, explicou Queiroz, o software já faz a classificação correta sobre a existência de alguma patologia em 96% dos casos. O índice é válido apenas quando a questão se refere a ter ou não algum problema.

Quando se parte para identificar a patologia, o índice de acertos ainda é de cerca de 80%. Espera-se, no entanto, que estes valores cresçam à medida que se conquiste a maior robustez do software. O sistema utiliza uma técnica de processamento digital de sinais, que já era empregada em outros sistemas, mas, pela primeira vez, é utilizado para identificar patologias através da comparação de vozes gravadas.

“Nós da computação geralmente criamos um problema para tentar resolver. E desta vez estamos trabalhando com um problema real que existe e o sistema terá um fim prático”, ressaltou Queiroz. A professora de Engenharia Biomédica, Heliana Bezerra Soares, também engajada no projeto, ressalta que o software foi pensando desde o início para ser compatível com várias plataformas. “Nós tivemos a preocupação de que o software funcione em qualquer sistema. Às vezes é criado um sistema que funciona apenas no Windows, por exemplo, ou na plataforma Mac.”, afirmou.

O projeto é focado não só na pesquisa e extensão, mas também contempla o ensino. O professor fonoaudiólogo Leandro Pernambuco explicou que durante o curso nem sempre os alunos têm contato com patologias raras, o que será fundamental durante a carreira profissional. Através do sistema, eles poderão ouvir as vozes com os mais variados tipos de distúrbio e praticar o diagnóstico.

“Existe algumas patologias que são mais frequentes, como nódulos, e outras que não são tantas. Então se você for procurar por um pólipo vocal, por exemplo, é muito mais raro do que encontrar um nódulo. Aí é a oportunidade para um estudante de graduação é fantástica, porque ganha no processo de ensino e aprendizagem”, explicou.

Depois de pronto, o sistema será apresentado ao poder público para que seja integrado à saúde básica. O software, em hipótese alguma, será vendido. “Estamos fazendo a nossa parte e a ideia, de fato, é que o sistema seja útil”, atestou Queiroz.

A utilização do software, no entanto, não exclui a análise de outros profissionais. A avaliação completa é multidimensional, envolve a avaliação perceptiva auditiva, envolve a avaliação de análise acústica e a associação disso tudo com o diagnóstico otorrinolaringológico.

Professores estão entre os mais atingidos

A maior parcela de pacientes que os fonoaudiologistas recebem é formada pelos profissionais da voz. São pessoas que exigem muito das cordas vocais em seu ofício. E, dentro deste grupo, os que mais se destacam são os professores. De acordo com o professor do departamento de Fonoaudiologia da UFRN, Leandro Pernambuco, um estudo recente aponta que 63% dos professores já referiram ter tido algum problema vocal. “De fato, devido ao grande uso da força vocal, é um grupo que chama muita atenção”, reforçou o especialista, lembrando que o estudo também mostrou que boa parte destas pessoas fica afastada do trabalho até cinco dias por causa da voz.

O professor explicou que o mais comum nos pacientes são as disfonias funcionais, que, na verdade, acontecem não por uma alteração orgânica, mas por um mau uso da voz. A consequência pode ser um desvio na emissão vocal, o que pode causar edema na prega vocal ou irregularidade na vibração das pregas vocais. O mais preocupante são as disfonias orgânicos funcionais, em que a mais frequente é o nódulo, conhecido como calo vocal.

A questão ainda envolve o câncer de laringe, que é a patologia mais grave ligada à voz. “O primeiro sinal é a disfonia e com o tempo ela vai piorando”, ressaltou, lembrando que a rouquidão do ex-presidente Lula já era o sinal de algum problema. O caso do petista, complementou o professor, ajudou a dar maior divulgação nacional para este tipo de câncer.

O câncer de laringe vem crescendo, já despontando entre os dez mais frequentes do país. “Se você tem uma rouquidão, uma alteração na voz, que está durando mais de 15 dias e tende a piorar; se também está associada ao problema de deglutição, porque o sistema é um só, tem que procurar um médico otorrinolaringologista, um cirurgião de cabeça e pescoço e um fonoaudiologista para saber o que é”, ressaltou o professor.

Pronto para uso até o final do ano

A expectativa é de que em seis meses o sistema já esteja sendo testado em pacientes e, até o final do ano, pronto para uso. O graduando de Engenharia da Computação, Maurício Nunes, que está desenvolvendo o software, ainda vai precisar de mais três meses para concluir o programa, dos quais um será para fazer a migração de alguns códigos.

A partir de então, ele poderá ser usado para a captação dos sinais. Neste período será estudada a possibilidade de integrar os softwares aos sinais que já existem no banco da Clínica Escola da UFRN. “O importante é manter o padrão de aquisição. Aí a gente pode integrar esse banco e ele cresce de forma mais rápida”, ressaltou o professor Luiz Felipe.

E, em seis meses, o sistema já será testado em paciente para avaliar a robustez do projeto. Por enquanto, ele só está sendo testado em vozes existentes em um banco. Até o final do ano, espera já ter viabilizado uma plataforma que possa embarcar em celular e tablets.

Fonte: Novo Jornal

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Fim da TV analógica no Brasil é adiado para 2018


O desligamento da TV analógica no Brasil, que antes estava previsto para 2016, será adiado em dois anos. O Ministério das Comunicações precisará alterar o texto do decreto que regulamenta a implantação da TV digital no país, e o processo de transição da tecnologia deverá durar três anos. O motivo da mudança é bem simples: boa parte das famílias ainda não têm conversores ou TVs digitais em casa.
A notícia chega menos de uma semana após o próprio ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, garantir que o fim da TV analógica aconteceria no dia 30 de junho de 2016. A declaração foi feita no programa Bom Dia Ministro, transmitido pela estatal NBR.

Quando a TV digital começou a ser implantada no Brasil, em dezembro de 2007, a ideia era desligar os canais analógicos, em todo o país, no mesmo ano. Agora, a história é diferente: o início do desligamento ficará para 2015, e o fim dos canais analógicos acontecerá gradualmente, estado por estado, até 2018.

Ainda não sabemos quando cada cidade terá o sinal analógico cortado, mas o Ministério das Comunicações pretende divulgar um cronograma no próximo mês. O desligamento acontecerá antes nas grandes cidades e haverá um teste-piloto ainda este ano para “verificar eventuais falhas”.

O ministro declarou que “não podemos desligar o analógico com as pessoas recebendo televisão antiga, não vai dar certo”. Vale lembrar que o governo apresentou recentemente um programa apelidado de Bolsa Novela, que vai conceder benefícios fiscais e facilitar o crédito para a compra de TVs e conversores digitais – só que o projeto ainda está em estudo.

Com a decisão, o 4G de 700 MHz pode acabar chegando tarde para algumas cidades, já que essa faixa é usada pelas TVs analógicas que ocupam os canais 52 a 59. Entretanto, o Ministério das Comunicações afirma que a faixa já está desocupada em mais de 4,7 mil municípios brasileiros – há problemas em 885 cidades, onde os canais deverão ser remanejados.

Saiba como funciona a TV digital e as diferenças do aparelho analógico


A TV digital é gratuita? 
Sim, essa forma de transmissão é gratuita. Porém, para acessar os canais em alta definição, é necessário ter um conversor digital (set-top box) ou uma TV já adaptada e uma antena UHF. Para obter a melhor qualidade das imagens de alta definição, também é preciso ter um aparelho de TV com tecnologia Full HD (1.920 x 1.080).

Quanto se gasta para comprar esses equipamentos? 
Depende do nível de qualidade desejado. O gasto pode ficar entre R$ 200 (se o governo atingir seu objetivo de reduzir os preços) e R$ 1,1 mil, na compra do conversor digital. Se o usuário preferir qualidade digital em TV de plasma ou LCD, gastará de R$ 2 mil a R$ 270 mil. TVs modernas, com o receptor digital integrado, devem ter preço de 10% a 15% maior que os modelos correspondentes sem o receptor. Com o tempo, os preços devem diminuir.

Serei obrigado a migrar para a TV digital? 
Não, pelo menos nos próximos anos. De acordo com o decreto 5.280 (29 de junho de 2006), a transmissão analógica só deve deixar de existir em 29 de junho de 2016. Até lá, os telespectadores poderão continuar assistindo à TV com transmissão analógica.

Vou poder gravar a programação? 
Sim, mas o usuário estará sujeito às leis de direitos autorais e às regras dos detentores de conteúdo.

A TV digital também vai transmitir programas antigos? 
Sim. Os canais transmitidos digitalmente terão exatamente a mesma grade de programação que as suas versões transmitidas de forma analógica -- a imagem das “velharias” também será melhor na TV digital, pois ela elimina sombras e interferências que ocorrem durante a transmissão da emissora para as residências. Os programas já produzidos para a TV de alta definição terão melhor qualidade que os demais.

Essa nova forma de transmissão está disponível para canais a cabo? 
Não, porque tratam-se de meios diferentes: a TV digital trafega pelo ar, enquanto a outra trafega por cabos espalhados pela cidade. No entanto, a NET anunciou um decodificador que levará a seus assinantes essa transmissão em alta definição dos canais abertos.
Essa nova forma de transmissão está disponível para aqueles que têm parabólica? Não. A TV digital é uma forma de transmissão da TV chamada aberta. A transmissão por satélite (antena parabólica) já é digital, mas trata-se de um sistema diferente. Por isso, os telespectadores que usam antenas parabólicas não terão acesso à nova forma de transmissão de alta definição que estréia neste domingo (exceto se o serviço contratado esteja preparado para receber alta definição e repasse isso para o telespectador).

Todas as funcionalidades da TV digital estarão disponíveis na estréia? 
No início, a transmissão digital no Brasil terá como foco som e imagem digitais. Também na época da estréia, será possível assistir à TV em dispositivos portáteis, assim que colocados à venda no mercado. Depois, com o passar do tempo, a interatividade deve ganhar força.

O que é mobilidade?
Mobilidade é a transmissão digital para televisores portáteis, como por exemplo aqueles utilizados em veículos.

O que é portabilidade? Portabilidade é a transmissão digital para dispositivos pessoais, como PDAS e celulares.

Como será a interatividade? As possibilidades são inúmeras. Com o controle remoto, por exemplo, os usuários poderão votar, responder a testes, acessar mais informações sobre os programas e, futuramente, até comprar produtos anunciados na televisão. Tudo será feito por meio de um sistema desenvolvido no Brasil, o Ginga, que possivelmente não estará disponível nos primeiros conversores. Por isso, as possibilidades de interação devem estar disponíveis pouco depois da estréia da TV digital.

O que é multiprogramação? 
É a possibilidade de as emissoras transmitirem mais de um programa simultaneamente - ou até mesmo ângulos de câmera diferentes em um jogo de futebol. Isso dá às emissoras flexibilidade para explorar desde alta definição até vários programas dentro de um mesmo canal.

Quais as especificidades do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD-T)?
O padrão brasileiro para a transmissão de imagens tem como base o padrão japonês, que viabiliza a mobilidade, portabilidade e alta definição. As principais adaptações do modelo nacional estão ligadas ao tipo de compressão dos arquivos (H264) e ao desenvolvimento de um sistema de interatividade próprio (Ginga).

A tecnologia de compressão de arquivos adotada pelo Brasil, chamada H264, consegue enviar maior quantidade de dados que o modelo japonês (MPEG2) sem aumentar o tamanho do arquivo. Isso resulta em conteúdo de maior qualidade com a mesma velocidade de transmissão de dados.

Outra mudança do padrão brasileiro é a adoção do Ginga, sistema de interatividade nacional desenvolvido em parceria pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Posso comprar no exterior um equipamento para assistir à TV digital no Brasil? 
Não. O sistema de TV digital adotado será exclusivo do Brasil. Por isso, os equipamentos comprados no exterior não vão funcionar por aqui, a não ser que sejam fabricados no exterior de acordo com as especificações brasileiras. Essa restrição vale para televisores portáteis, telefones celulares, conversores digitais e aparelhos de TV com conversor integrado.

Como faço para acessar a TV digital? 
É necessário adquirir um conversor digital e ter também uma antena UHF. As emissoras de São Paulo, que realizam a transmissão analógica em VHF, terão também canais UHF para a transmissão digital. Graças a uma função chamada “canal virtual”, não será necessário decorar novos números: ao digitar 5, por exemplo, o conversor sintonizará a TV Globo transmitida digitalmente (na realidade, correspondente ao canal 18 no UHF).

Vou precisar de um aparelho novo para ver a TV digital? 
Provavelmente, não. Quase todos os aparelhos fabricados nos últimos anos têm entradas para áudio e vídeo, que são necessárias para o funcionamento do set-top box (conversor). No entanto, a qualidade das imagens varia. Se quiser tirar o melhor proveito da alta definição oferecida pela TV digital, é necessário ter uma televisão com tecnologia Full HD.

A TV digital muda o formato dos programas? 
Sim. Isso acontece porque os programas gravados e transmitidos em alta definição têm formato 16:9 (relação entre largura e altura da tela), como acontece no cinema. Na transmissão analógica, o formato é mais quadrado: 4:3. Com a TV digital, será possível ver mais áreas de uma cena nos televisores modernos - assim, as emissoras terão de se preocupar com o que aparece nas áreas laterais, que antes não eram exibidas.

Como vou assistir a programas no formato 16:9 em telas 4:3 e vice-versa? 
Se não quiser distorcer as imagens, a solução será o uso de faixas pretas nos cantos da tela, pois programas em alta definição (formato 16:9) terão como alvo os aparelhos de TV com “tela de cinema” (também 16:9). Quando um programa antigo (4:3) for exibido em uma TV moderna (16:9), as faixas pretas ficarão nas laterais. Quando um programa em alta definição (16:9) for exibido em uma TV antiga (4:3), as faixas aparecerão em cima e embaixo da tela. Todas essas opções dependerão das funções disponíveis no aparelho de TV utilizado para recepção.


Com informações: Folha, G1, Ministério das Comunicações.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Anarnet: Brasil ganha órgão responsável pela autorregulação da internet


Nova entidade tem o objetivo de transformar a web brasileira em um imenso fórum de discussões.
 
Na tentativa de trazer uma maior organização à internet brasileira, neste ano entra em operação no país um novo órgão regulador. Conhecida como Anarnet (Agência Nacional de Autorregulação da Internet), a nova instituição tem o objetivo unir as opiniões de empresas, organizações não governamentais, governantes e membros da população em geral para transformar a web nacional em um grande fórum de discussões.

Embora tenha sido fundada em julho de 2011, até o momento a Anarnet funciona de forma sigilosa e não há data para que ela passe a operar de maneira completa. “Nós já temos esta resposta, mas vai ficar para o lançamento”, afirmou Coriolano Almeida Camargo, diretor-presidente da entidade. Ao que tudo indica, o novo órgão vai funcionar de forma semelhante ao Conar, responsável pela regulamentação das propagandas exibidas em território brasileiro.

“O Conar nasceu em um momento de ameaças à livre atuação do setor publicitário, e a Anarnet nasce em um contexto complexo formado por graves riscos e enormes oportunidades para o Brasil e o mundo todo”, declarou Giuliano Giova, diretor do Instituto Brasileiro de Peritos.

Apesar de alguns setores da entidade já estarem funcionando, a previsão é que a iniciativa só passe a aceitar sócios a partir do segundo semestre de 2013. Haverá diversas categorias de filiação, incluindo opções gratuitas, que permitirão a participação de diversas fatias da população.

Fonte: Tecmundo

terça-feira, 26 de março de 2013

Entenda a diferença entre as resoluções HD, Full HD, Ultra HD e 8K


Acompanhe a evolução da qualidade de imagem e veja como o mercado brasileiro de TVs está distribuído de acordo com a resolução da tela.

Principal característica observada pelos consumidores ao escolher uma nova TV, a resolução da tela está cada vez maior, mas a quantidade de modelos disponíveis pode confundir quem não conhece tecnologia. Confira no infográfico a diferença entre as resoluções HD, Full HD, Ultra HD e 8K:

HD -  As TVs com resolução HD exibem imagens com resolução de 1.280 x 720 linhas. TVs com esta resolução representam 20% das vendas.

Full HD -  A resolução tem 1.920 x 1.080 linhas e exibe cerca de 2 milhões de pixels. Ela está presente em mais de 70% das TVs vendidas no Brasil.

4K ou Ultra HD -  O número de pixels é quatro vezes maior do que no Full HD, com 3.840 x 2.160 linhas, totalizando mais de 8 milhões de pixels.

8K -  As imagens exibidas têm qualidade 16 vezes maior do que na resolução full HD (no total são 7.680 x 4.320 linhas).
*As letras “p” e “i” ao lado da resolução (ex. 1080p ou 1080i) indicam dois tipos diferentes: o p, de progressivo, indica que as linhas de pixels são atualizadas simultaneamente. Este tipo oferece uma qualidade de imagem superior às resoluções acompanhadas pela letra i, nas quais as linhas são atualizadas alternadamente.

Fonte: IG/Tecnologia

quarta-feira, 20 de março de 2013

Molhou o celular? O que fazer?

Molhei o celular, o que fazer? Derrubou o celular na pia do banheiro cheia d’água, colocou a roupa para lavar com o celular no bolso da calça, ser jogado na piscina pelos amigos com o celular ou até mesmo derrubar o amado aparelho no vaso sanitário, veja dicas para tentar salvar o aparelho.


Hoje em dia já não é nada incomum ouvirmos histórias ou conhecermos pessoas que tenham passado pela indesejada experiência de molhar o celular. As histórias possuem variação, mas algumas são mais comuns: derrubar o celular na pia do banheiro cheia d’água, colocar a roupa para lavar com o celular no bolso da calça, ser jogado na piscina pelos amigos com o celular ou até mesmo derrubar o amado aparelho no vaso sanitário.


O acesso cada vez mais facilitado, a diminuição no tamanho e a utilização mais frequente dos celulares acabam tornando-os ferramentas totalmente comuns no nosso dia a dia, sendo assim muito mais fácil nos descuidarmos e acidentes ocorrerem.

Sabemos muito bem que eletricidade e água não combinam, portanto acidentes que envolvam celular – ou quaisquer outros aparelhos eletrônicos – e água tendem a serem mais preocupantes pois a possibilidade de se estragar o equipamento é muito grande. Porém se soubermos o que fazer quando isso ocorrer e agirmos com rapidez, temos grandes chances de salvarmos nossos aparelhos e consequentemente informações que guardamos dentro deles.

Primeiros socorros
O principal a se fazer quando o pior já aconteceu é ser rápido e preciso. Retirar o aparelho imediatamente do contato com a água e logo em seguida remover a bateria do mesmo são ações simples que podem determinar o sucesso ou fracasso do processo de salvamento. Como sabemos muito bem a água conduz eletricidade e, no caso do contato dela com os componentes internos de um equipamento eletrônico, a condução descontrolada da eletricidade faz com que circuitos e placas sejam queimados. A rapidez em se tirar a bateria é, justamente, uma ação que visa cortar a fonte de energia do sistema eletrônico.

Com a bateria do aparelho removida o segundo passo é retirar o cartão SIM. O cartão é bastante resistente ao contato com a água, portanto basta secá-lo com um pano para evitar a oxidação e deixá-lo guardado. Após devidamente seco o cartão pode até mesmo ser usado em outros aparelhos.

Com a bateria e o cartão SIM removidos deve-se secar externamente o aparelho com papel toalha ou pano. Deixar o aparelho na vertical também pode ajudar a água que penetrou no aparelho escorra. O essencial nesse momento é tentar tirar qualquer resquício de água que for encontrado.

O que fazer agora? Perdi o celular?
Depois de resgatar o aparelho e lhe aplicar os primeiros socorros descritos não há mágica a se fazer. O mais importante é conter a ansiedade e a pressa e se ligar o aparelho para testá-lo. O fato de não observarmos água pelo exterior não significa que internamente o equipamento esteja seco. O religar precoce do aparelho muitas vezes é o momento onde se queimam placas e circuitos. Depois das ações imediatas o mais indicado é levar o aparelho para assistência técnica que possui aparelhos e conhecimento apropriados para agir nessas situações. No entanto algumas ações amadoras, portanto mais arriscadas, podem ser realizadas para se acelerar o processo natural de secagem e fazer com que a água dentro do celular evapore mais rapidamente. Todas as ações devem ser tomadas com o aparelho sem a bateria.

Secador de cabelo?
Algumas pessoas indicam o uso de secadores de cabelo para a secagem interna do celular. De fato essa é uma atitude que poderá ser benéfica, desde que seja prestada atenção a alguns detalhes. Nunca deve ser utilizado o ar quente do secador visando acelerar o processo de evaporação da água no aparelho. A temperatura elevada do ar poderá vir a danificar outras peças. O secador tem a função, justamente, de assoprar a água interna para fora e não evaporá-la pelo calor do ar. Em função das aberturas que dão acesso ao interior do aparelho geralmente serem estreitas pode ser necessário ficar assoprando o celular com o secador por um bom tempo para que a água saia. Seria indicado manter o processo enquanto for possível notar que esteja saindo água do aparelho, bem como parar caso perceba que a ação não está surtindo efeito.

Colocar o aparelho em exposição ao sol
Muitas pessoas são tentadas a expor o aparelho depois de molhado a altas temperaturas, como a luz do sol, para acelerar o processo de evaporação da água que possa estar dentro do celular. Porém o importante nesse momento é não ser radical. Expor o equipamento a temperaturas elevadas demais poderá causar outros danos aos componentes. Vale ressaltar que em nenhum momento deve-se expor a bateria do aparelho a temperaturas elevadas, isso pode acarretar a explosão da mesma e acidentes ainda piores poderão ocorrer.

Devo abrir o aparelho?
Abrir o aparelho nunca é indicado, a não ser que se tenha muita certeza e conhecimento do que se está fazendo. O fato do celular ter caído na água já faz com que seja cancelado qualquer garantia que o equipamento tenha, porém abri-lo sem conhecimento técnico poderá originar outros danos além dos possíveis já sofridos.

Quando devo religar o celular?
O prazo para deixar o aparelho desligado e sem a bateria é de pelo menos três dias. Durante esses dias poderão ser realizadas as ações aqui descritas. Vale lembrar que essas são ações logicamente apropriadas mas que devem ser tomadas sabendo que não são cientificamente comprovadas, portanto, colocando sua conta em risco. Após os dias de descanso caso não seja notado nenhum sinal de água ou umidade, como o embaçamento no interior da tela, poderá se religar o celular para verificar se ele ainda funciona. Caso os circuitos não tenham queimado no contato imediato com a água e a secagem interna do aparelho tenha ocorrida com sucesso o aparelho voltará a funcionar, porém não é certo que isso ocorra.

Mais dicas:

Quanto mais tempo o celular permanecer molhado, maior a chance de estrago. Para secá-lo mais rapidamente, coloque-o em um recipiente com arroz cru. O arroz vai absorver a umidade de dentro para fora, secando o celular mais rápido.
Se seu telefone tiver caído no oceano ou em água salgada, lave-o imediatamente com água fresca (ou melhor ainda, destilada), antes que os sais marinhos cristalizem dentro do telefone.
Tente abrir o aparelho se possível. Você vai precisar de uma chave de fenda do tipo TORX, mas vale a pena. Isto pode eliminar a garantia do telefone, mas provavelmente a garantia já deixou de valer no momento em que o telefone foi molhado.



quinta-feira, 14 de março de 2013

10 coisas que nunca deveríamos publicar nas redes sociais

As redes sociais, como sabemos, estão cada dia mais velozes e com mais adeptos espalhados por todo o mundo, assim, o perfil de um usuário pode ser acessado por qualquer indivíduo em qualquer parte do mundo.

Para tanto, se você é daqueles que adora compartilhar tudo que passa na sua vida nas redes sociais, saiba que nem todas as informações podem surtir a seu favor, bem ao contrário, muitas delas podem até causar incômodos.

Confira abaixo 10 dicas do que nunca poderíamos expor nas redes sociais:

1 – Data de aniversário: Todos nós gostamos de sermos lembrados no nosso aniversário, não é verdade?  Para tanto, as datas expostas nas redes sociais são consideradas um prato cheio para os chamados “ladrões de identidade”, já que essa é uma das principais informações referente a você.

2 – Status do relacionamento: Fornecer qualquer tipo de informação pessoal não é legal. Caso alguém tenha interesse na sua vida, essa mudança de status poderá ocasionar problemas. Por exemplo, se você sempre teve o status “casada” e um belo dia alterar para “solteira”, algum especulador irá deduzir que você costuma ficar sozinha em casa, o que, nos diais atuais acaba sendo perigoso.

3 – Indicar a sua localização: Quando as pessoas viajam ou mesmo vão para algum lugar que julgam interessante, a primeira coisa é compartilhar a sua localização ou mesmo, postar fotos do local onde está, pois bem, essa informação é valiosa, por exemplo, para alguém que esteja de olho na sua casa, saberá que ela está vazia.

4 – Jamais compartilhar que está sozinho em casa: Algumas pessoas não conseguem dar um passo sem antes notificar em alguma rede social. Algumas comentam até com quem estão acompanhas e mais, se estão sozinhas. O ideal não é comunicar nas redes sociais que está sozinho ou mesmo que ficará sozinho em algum momento, pessoas de má índole podem se aproveitar desse fato para ter acesso mais fácil a sua casa.

5 – Evite expor a imagem e nome de seus filhos: Sabemos que os orgulhosos pais adoram encher as redes sociais com inúmeras fotos de crianças, o que não sabem é o risco que estão correndo. Colocar o nome completo de crianças nas redes sociais é um perigo, como também, postar certas imagens dos pequenos. Então, como não sabemos quem está vendo, quem está copiando as imagens, melhor mesmo é não expor as crianças. Muitos pedófilos acabam encontrando fotos de crianças e repassando para sites de conteúdo impróprio, assim, o  melhor mesmo é  guardar as fotos dos anjinhos para você e seus amigos ou, no máximo, compartilhar apenas para os amigos mais chegados.

6 – Conversas pessoais: As redes sociais servem para debater ideias, trocar informações, entre outras ações, porém, cuidado para não esquecer que está em uma mídia social e transformá-la em um bate-papo repleta de conversas de cunho pessoal.

7 – Inserir informações da empresa em que trabalha: Não é interessante postar comentários sobre a rotina de trabalho dentro de uma empresa. Muitas, inclusive, acabaram bloqueando o acesso as redes sociais para evitar que certos conteúdos acabem sendo expostos. Caso seja seu casso, prefira usar mesmo o tradicional e-mail para trocar informações.

8 – Não compartilhe imagens ou mesmo conteúdos que estejam denigrindo alguma pessoa:  Sabemos que temos o direito de nos expressar, para tanto, mesmo que você concorde com determinado assunto, tenha o cuidado de se manifestar sobre ele, não use palavras de baixo calão, tampouco acuse alguma pessoa sem provas. Você poderá ser acionado judicialmente sobre isso e responder processo por difamação e calúnia, então, cuidado com os comentários, tudo que é dito, na internet ou não, precisa ser provado.

9 – Atenção com as imagens postadas: As pessoas costumam postar fotos que consideram engraçadas nas redes sociais, dançando, bêbadas, em situações estranhas, etc. Pois bem, estas mesmas fotos podem acabar caindo nas mãos de seu chefe, de seus alunos, de seus colegas de trabalho ou mesmo de outras pessoas do seu convívio e não acabarem não sendo  bem interpretadas. Lembre-se, uma boa reputação conta muito no meio empregatistico.

10 – Quanto menos expor detalhes da vida melhor: É muito bom dividir algum resultado positivo da nossa vida. No entanto, reserve aqueles mais íntimos somente para os amigos mais chegados e, de preferência, bem longe das redes sociais. Assim, não espalhe que teve um aumento de salário, uma nova promoção, que o namorado ou namorada lhe presentou com um maravilhoso e caro presente ou até mesmo toda a felicidade que está vivendo. Estas informações, além de gerar a cobiça de terceiros, poderá ser usada para que seu nome ou sua imagem possa ser aplicado em algum golpe. Então, fica a dica, quanto menos informações postadas, melhor para a sua privacidade!

Fonte: www.oficinadanet.com.br



quarta-feira, 6 de março de 2013

O que é QR CODE?


Saiba o que um QR Code, qual seus padrões de codificação, capacidade de armazenamento e como foi criado. O QR-code é um código de barras bi-dimensional que foi criado em 1994 pela empresa japonesa Denso-Wave. QR significa quick response devido a capacidade de ser interpretado rapidamente.
O QR-code é um código de barras bi-dimensional que foi criado em 1994 pela empresa japonesa Denso-Wave. QR significa “quick response” devido a capacidade de ser interpretado rapidamente, o QR-code é muito utilizado no Japão, mas pouco conhecido no Brasil.
Atualmente o QR-code é utilizado por uma variedade de indústrias, revistas e propagandas. Os códigos são utilizados para armazenar URLS que consequentemente são direcionadas para um site, hotsite, vídeo, etc.
Existem diversos aplicativos disponíveis na internet cuja funcionalidade é a geração e leitura de QR-code, inclusive para iphone. Com a popularização da internet em celulares é possível que produtos tragam impressos em suas embalagens um QR-code, o consumidor então apontaria o aparelho para o código impresso na embalagem e então seria redirecionado para um site ou então traria um texto com informações do produto, esta é uma forma de trazer para o consumidor mais informações sobre o produto, o que em algumas vezes não é possível devido ao limite de espaço físico da embalagem.
A loja GAP nos Estados Unidos já utilizava QR-code em seus anúncios em revistas e material impresso e atualmente está utilizando também nas suas vitrines, após escanear o QR-code será disponibilizado um vídeo do designer-chefe da GAP falando sobre a nova linha de jeans da marca.
História
Inicialmente usados para catalogar diferentes partes na construção de veículos, hoje o QR Code é usado no gerenciamento de inventário em uma grande variedade de indústrias. Desde 2003, estão sendo desenvolvidas aplicações direcionadas para ajudar os usuários na tarefa de adicionar dados em telefones celulares. Os QR Codes são muito comuns também em revistas e propagandas, onde usam-se os códigos para guardar endereços e URLs, além de informações pessoais detalhadas, no caso de cartões de visitas, facilitando muito a inserção destes dados em agendas de telefones celulares. Consumidores com programas de captura ou PCs com interface RS-232C, podem usar um scanner para capturar as imagens.
O padrão Japonês para QR Code, JIS X 0510, foi disponibilizado em Janeiro de 1999 e corresponde ao padrão internacional ISO/IEC 18004. Foi aprovado em Junho de 2000. “QR Code é aberto para uso e sua patente, pela Denso-Wave, não é praticada.” (retirado do site da Denso-Wave).
A banda Pet Shop Boys utilizou imagens do código QR no clipe da música “Integral”. São dezenas de códigos que aparecem durante o clipe. Todas as imagens quando decodificadas apresentam links para diferentes sites, em geral tratando da questão da privacidade no mundo contemporâneo.
No Brasil, o primeiro anúncio publicitário a utilizar o código QR foi publicado pela Fast Shop em dezembro de 2007. Mais tarde a Nova Schin publicou um anúncio com o código em junho de 2008 e a Claro fez uma campanha utilizando o Código QR em novembro de 2008.A Revista Galileu da Editora Globo também aderiu QR para que o usuario tivesse acesso a informações extras atraves do seu celular.
Padrões de codificação
Existem diversos padrões de codificação QR:
·         Outubro de 1997 - AIM (Association for Automatic Identification and Mobility) International
·         Janeiro de 1999 - JIS X 0510
·         Junho de 2000 - ISO/IEC 18004:2000 (presentemente retirado)
·         1 de setembro de 2006 - ISO/IEC 18004:2006
Na camada de aplicação, existem variadas formas de implementação. NTT DoCoMo estabeleceu um padrão para codificação de URIs, informações de contatos e muitos outros tipos de informação. O projeto de código aberto “ZXing” mantém uma lista de tipo de código QR.
Capacidade de armazenamento
·         Numérica – máx. 7089 caracteres
·         Alfanumérica – máx. 4296 caracteres
·         Binário (8 bits) – máx. 2953 bytes
·         Kanji/Kana - máx. 1817 caracteres
Capacidade de correção de erros
·         Nível L 7%
·         Nível M 15%
·         Nível Q 25%
·         Nível H 30%